O ex-deputado federal e exilado político Eduardo Bolsonaro afirmou, em live nas redes sociais, que há uma narrativa em construção voltada para a possível anulação das eleições presidenciais de 2026, no caso de uma possível vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar defende que esse processo estaria sendo articulado através de ‘soft power’, envolvendo setores do Poder Judiciário, imprensa e atores internacionais.
Eduardo argumenta que uma elite política, composta por setores do Poder Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes, e articulada com a esquerda e atores internacionais, estaria construindo uma “narrativa” perigosa. Segundo o parlamentar, esse grupo utiliza mecanismos de “soft power”, como o apoio da imprensa e de lideranças globais, para preparar o terreno e, possivelmente, executar o “hard power”, que seria a anulação das eleições de 2026 para impedir a vitória de candidatos da direita e a alternância de poder.
O ex-parlamentar menciona denúncias envolvendo o Banco Master ao afirmar que haveria um suposto escândalo financeiro ligando o ministro Alexandre de Moraes e sua família à instituição. O parlamentar alega que recursos milionários teriam sido destinados a contas de familiares do magistrado em troca de supostos serviços prestados junto ao Banco Central e outras autoridades, sugerindo que o ministro estaria utilizando seu poder no STF para se proteger dessas investigações e evitar sua eventual derrocada política.
Eduardo Bolsonaro estabelece um paralelo ao argumentar que, assim como na Romênia em 2024, onde a alta corte anulou o primeiro turno das eleições presidenciais sob a alegação de interferência da Rússia, estaria sendo construída no Brasil uma narrativa de “golpismo” e “interferência internacional” dos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, esse cenário estaria sendo articulado pelo ministro Alexandre de Moraes e outros setores, utilizando denúncias de vazamentos e investigações como pretexto para anular futuras eleições, protegendo-se, assim, de possíveis desdobramentos de escândalos financeiros que, segundo o deputado, envolveriam o ministro, sua família e o Banco Master.
Por fim, Eduardo afirma que ministros como Alexandre de Moraes estariam agindo de maneira desesperada por saberem que, ao perderem o poder da caneta e do cargo, poderiam enfrentar a prisão devido a supostos abusos cometidos, e que só há duas saídas: Deixar o processo seguir naturalmente, o que levaria à eleição de Flávio Bolsonaro, à construção de uma nova maioria no Senado e, consequentemente, ao afastamento dos atuais magistrados e à responsabilização judicial deles ou, nas palavras do deputado, um “all-in”, arriscando tudo para cancelar as eleições de 2026.





