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Fumaça intensa encobre Manaus e qualidade do ar atinge níveis perigosos neste sábado

Concentração de partículas finas chegou a patamares críticos nas primeiras horas da manhã; Prefeitura mantém suspensão de atividades ao ar livre até domingo (18)
Centro foi o mais prejudicado durante o amanhecer; fumaça segue criando transtornos à população de Manaus (Foto: Divulgação)
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Uma densa camada de fumaça voltou a encobrir Manaus nas primeiras horas da manhã deste sábado (17), reduzindo a visibilidade em diferentes pontos da capital amazonense e agravando a preocupação com a qualidade do ar. Os sistemas de monitoramento ambiental registraram índices críticos de poluição atmosférica, com classificações que indicam riscos à saúde da população.

O episódio ocorre em meio à persistência da fumaça associada às queimadas no Amazonas e em áreas de estados vizinhos. A situação, que vem sendo registrada desde o início de outubro, voltou a se intensificar neste sábado, segundo os dados divulgados por plataformas de monitoramento ambiental.

Qualidade do ar chega a níveis críticos

Dados divulgados neste sábado pela Defesa Civil de Manaus apontaram concentração média de partículas finas PM2,5 de aproximadamente 401,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³), às 6h30, com base em informações de sensores da plataforma PurpleAir.

Outras plataformas também indicaram condições preocupantes. O sistema internacional IQAir classificou a qualidade do ar na capital em níveis perigosos durante a manhã, com registros elevados de poluentes atmosféricos.

Os valores podem apresentar diferenças conforme o horário, a localização dos sensores e a metodologia utilizada por cada sistema. Apesar dessas variações, os indicadores apontam para um quadro de poluição intensa.

As partículas PM2,5 são poluentes microscópicos capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. Em concentrações elevadas, podem provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, falta de ar e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial. Em condições consideradas perigosas, entretanto, toda a população pode estar exposta a efeitos adversos.

Queimadas estão associadas ao avanço da fumaça

A fumaça que atinge Manaus está relacionada às queimadas registradas no interior do Amazonas e em outras áreas da região amazônica. A dispersão desses poluentes pode transportar a fumaça por longas distâncias, fazendo com que os efeitos sejam sentidos também em municípios distantes dos focos de incêndio.

O período de estiagem, a baixa ocorrência de chuvas e as condições meteorológicas podem contribuir para a persistência dos poluentes na atmosfera. A identificação da contribuição de cada foco de incêndio, contudo, depende de monitoramento e investigação pelas autoridades ambientais.

Dados divulgados anteriormente por órgãos de monitoramento apontam aumento dos focos de calor no Amazonas em outubro, reforçando a preocupação com a extensão dos incêndios e seus impactos sobre a qualidade do ar.

Prefeitura mantém suspensão de atividades ao ar livre

Diante das condições desfavoráveis, a Prefeitura de Manaus informou que permanecem suspensas, até domingo (18), atividades ao ar livre e em locais com aglomeração, conforme comunicado divulgado anteriormente pela administração municipal.

A medida abrange espaços públicos e atividades programadas em ambientes externos, incluindo parques municipais e eventos previstos no período.

A retomada das atividades depende da evolução das condições ambientais e das avaliações realizadas pelos órgãos responsáveis. A Defesa Civil municipal mantém o acompanhamento dos indicadores de qualidade do ar para orientar as medidas preventivas.

Recomendações à população

Diante dos níveis elevados de poluição, recomenda-se reduzir a exposição à fumaça e evitar exercícios físicos ao ar livre enquanto persistirem as condições críticas.

Entre as medidas preventivas estão manter portas e janelas fechadas quando a fumaça estiver intensa, permanecer em ambientes internos com ar mais limpo e utilizar purificadores de ar, quando disponíveis.

O uso de máscaras bem ajustadas do tipo PFF2 ou N95 pode ajudar a reduzir a inalação de partículas finas. Máscaras de tecido e outros modelos sem filtragem adequada oferecem proteção limitada contra esse tipo de poluente.

Pessoas que apresentarem falta de ar, dor no peito ou agravamento significativo de sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico. Em situações de dificuldade respiratória intensa, é necessário buscar assistência de emergência.

Situação exige acompanhamento

A intensificação da fumaça neste sábado evidencia a dimensão do problema ambiental enfrentado pela capital amazonense. Além dos impactos imediatos sobre a saúde, a persistência da poluição interfere na visibilidade, nas atividades cotidianas e na realização de eventos públicos.

A evolução do quadro dependerá de fatores como a atividade dos focos de incêndio, as condições meteorológicas e a dispersão dos poluentes. Por isso, o acompanhamento dos boletins oficiais de qualidade do ar e dos comunicados da Defesa Civil permanece importante para orientar a população.

Até que os indicadores apresentem melhora consistente, a recomendação é limitar a exposição à fumaça e seguir as orientações das autoridades sanitárias e ambientais.

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