Venezuelanos residentes em Manaus preparam manifestação de apoio ao fim do regime de Maduro

A reunião pacífica ocorre neste sábado, às 19h, no Largo de São Sebastião
Venezuelanos residentes em Manaus vão comemorar o fim da queda de Maduro (Foto: Indiara Bessa/Divulgação)
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A colônia de venezuelanos residente em Manaus prepara uma festa seguida de manifestação de apoio aos Estados Unidos, em resposta ao fim do regime de Nicolás Maduro, deposto após uma ação militar do governo de Donald Trump.

Os manifestantes irão se reunir em frente ao Largo de São Sebastião na noite deste sábado (3), às 19h, e está sendo articulada em vários grupos de WhatsApp da comunidade.

Desde as primeiras horas da manhã, os venezuelanos acompanharam, com aflição e esperança, o desenrolar de tudo que ocorria em Caracas, capital do país. A invasão culminou na captura de Maduro e sua esposa, Cília Flores, pelas forças de segurança dos Estados Unidos, e levados a bordo pelo navio USS Iwo Jima, rumo a Nova York, onde será julgado e preso.

Trump deu detalhes da operação que prendeu Maduro

A post of U.S. President Donal Trump via Truth Social shows a picture of Venezuelan President Nicolas Maduro, after U.S. President Donald Trump said the U.S. has struck Venezuela and captured him, in Caracas, Venezuela, January 3, 2026. Donald J. Trump (@realDonaldTrump) via Truth social/Handout via REUTERS    THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY
Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima (Foto: Divulgação/Truth Social)

Em coletiva realizada na cidade de Palm Beach, na Flórida, o presidente norte-americano Donald Trump comentou a forma como agentes das forças de segurança americanos chegaram até o ditador venezuelano:

“Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, disse o presidente, ao comentar o momento da captura de Maduro.

De acordo com Trump, a ofensiva foi planejada para evitar vazamentos de informação, que ele atribuiu ao Congresso americano. “O Congresso tem tendência a vazar informações. Eu sabia que isso ia acontecer em algum momento”, disse.

Na mesma coletiva, Trump ainda afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país.”

Trump também acusou governos venezuelanos de terem se apropriado à força da indústria de petróleo construída, segundo ele, com capital e expertise americanos.

“Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, afirmou.

O presidente norte-americano afirmou ainda que a operação de captura de Maduro foi a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial:

“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.

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