Conta de luz terá reajuste no Amazonas a partir desta terça-feira

Novas tarifas aprovadas pela Aneel atingem mais de 1 milhão de unidades consumidoras; indústrias e grandes empresas terão os maiores impactos
Aumento médio da tarifa de energia elétrica será de 6,58% (Foto: Divulgação)
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A conta de energia elétrica dos amazonenses ficará mais cara a partir desta terça-feira (26), após a aprovação do Reajuste Tarifário Anual da Âmbar Energia no Amazonas, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O reajuste médio para os consumidores cativos será de 6,58%, índice que passa a valer em todo o estado.

De acordo com a ANEEL, a Âmbar atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras no estado. O reajuste foi impactado principalmente pelo aumento dos custos de aquisição e transporte de energia elétrica, além dos encargos setoriais que compõem a tarifa.

Embora o aumento médio seja de 6,58%, os percentuais variam conforme a categoria do consumidor. Para os clientes residenciais da classe B1, o reajuste será de 3,77%. Os consumidores de baixa tensão, grupo que inclui residências, áreas rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias, terão aumento médio de 3,79%. Já os consumidores ligados à alta tensão, como grandes indústrias e empresas de maior porte, enfrentarão reajuste médio de 13,24%.

Segundo a agência reguladora, o percentual aprovado ficou abaixo das projeções iniciais em razão da antecipação de recursos da repactuação de cotas de Uso de Bem Público (UBP), no valor de R$ 735 milhões, mecanismo previsto em lei para reduzir o impacto tarifário aos consumidores.

A proximidade do período seco na região amazônica também aumenta a atenção do setor elétrico. Nessa época do ano, a redução dos níveis dos rios pode elevar os custos de geração e transporte de energia em sistemas isolados da Amazônia, cenário que historicamente pressiona as tarifas e os encargos do setor.

Estimativa de arrecadação

Dados técnicos citados pela ANEEL apontam que o mercado atendido pela Âmbar Energia possui faturamento anual estimado em cerca de R$ 4,39 bilhões. Considerando o efeito médio aprovado de 6,58%, o reajuste representa um impacto potencial de aproximadamente R$ 289 milhões por ano sobre a receita tarifária da distribuidora, embora os valores efetivos dependam do consumo registrado ao longo dos próximos meses.

Com a entrada em vigor das novas tarifas, consumidores residenciais e empresariais deverão sentir os reflexos do reajuste já nas próximas faturas emitidas pela concessionária.

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