A Seleção Brasileira Feminina foi derrotada pelos Estados Unidos por 1 a 0 na noite desta terça-feira (9), na Arena Castelão, em Fortaleza. O amistoso internacional marcou mais um capítulo da histórica rivalidade entre as duas potências do futebol feminino e entrou para a história pelo recorde de público: 55.744 torcedores acompanharam a partida, o maior número já registrado em um amistoso da equipe brasileira no país.
O Brasil chegou ao confronto embalado pela vitória por 2 a 1 sobre as norte-americanas, conquistada dias antes em São Paulo, e buscava o terceiro triunfo consecutivo diante das atuais campeãs olímpicas. Empurrada pela torcida, a equipe brasileira criou boas oportunidades e chegou a balançar as redes no primeiro tempo com Isa Haas, mas o lance foi anulado por impedimento.
A partida foi equilibrada, com as duas seleções buscando o ataque durante os 90 minutos. No entanto, as principais chances acabaram sendo criadas pelas visitantes, que encontraram pela frente uma inspirada Lorena. A goleira brasileira protagonizou grandes defesas e evitou que os Estados Unidos abrissem o placar ainda na etapa inicial.
O único gol do jogo saiu no segundo tempo. Após um chute de fora da área da atacante Wilson, a bola desviou na defensora Isabela e acabou enganando a goleira Lorena, resultando em um gol contra que definiu a vitória das norte-americanas por 1 a 0.
Apesar do revés, a atuação da goleira brasileira foi um dos pontos altos da partida. Lorena recebeu aplausos da torcida após intervenções decisivas e confirmou a boa fase que a transformou em uma das referências da Seleção nos últimos anos.
Além do espetáculo dentro de campo, o amistoso ficou marcado pela grande presença do público cearense. Com 55.744 torcedores nas arquibancadas, o confronto estabeleceu um novo recorde de público para amistosos da Seleção Brasileira Feminina realizados no Brasil, demonstrando o crescimento e a valorização da modalidade no país.
O presidente da CBF, Samir Xaud, esteve presente no estádio e acompanhou de perto o duelo que reuniu duas das principais forças do futebol feminino mundial.
Arbitragem espanhola vira motivo de polêmica
O técnico Arthur Elias fez duras críticas à arbitragem após a derrota. O comandante da Seleção Brasileira, que foi expulso durante a partida, afirmou que o amistoso foi influenciado pelas decisões da equipe de arbitragem desde o início e relatou ter se sentido desrespeitado durante todo o confronto.
“São várias situações que são reflexo de uma xenofobia que a gente sofre. Isso vai vir para a Copa do Mundo. Eu garanto a vocês que é xenofobia, que a seleção brasileira foi desrespeitada muitas vezes e eu não estou falando isso agora, eu falo isso internamente, mas quem sabe, espero que a gente consiga trabalhar melhor nos bastidores, que vocês da imprensa divulguem, vão atrás disso, porque fica muito no masculino… Mas o que acontece com a seleção feminina, vocês não têm ideia”, esbravejou Arthur.
Líder natural da Seleção, a atacante Marta questionou a necessidade de a árbitra aparecer tanto no jogo, até mais do que as jogadoras brasileiras. “Uma galera dessa veio assistir o jogo para ela fazer uma palhaçada dessa. Sinto muito, mas esse tipo de arbitragem não pode acontecer principalmente em um jogo Brasil e Estados Unidos”, disse a atleta.
Angelina, capitã da Seleção Brasileira nesta partida, também não poupou críticas. Ela falou sobre a postura das jogadoras adversárias, segundo relatou, nada respeitosa.
“Vim aqui reclamar parece até um pouquinho de clichê, mas é uma put* vergonha o que fizeram aqui hoje, sinceramente. A quarta árbitra não tem noção do que está acontecendo dentro de campo, o VAR não funciona aparentemente, não checa nada, nossa atleta toma pisão e ninguém checa. Aí em um empurrão ela quer começar a expulsar nossas atletas…. É muito difícil. Uma atleta de uma entrevista falando que é uma atmosfera muito legal, em campo ela estava ali falando que a gente é uma merda, que a gente não sabia jogar bola. É uma puta falta de respeito, tanto da arbitragem quanto das atletas de lá também, que falam, falam, falam, mas na hora do ‘vamo ver ali’, quando não tem câmera quer falar um monte de merda também dentro de campo”, relatou Angelina.
*Com informações do jornal Lance!





