Cheia dos rios coloca 12 municípios do Amazonas em situação de emergência e afeta mais de 112 mil pessoas

Avanço das águas nas calhas dos rios Solimões, Juruá e Purus provoca alagamentos, isola comunidades e mobiliza força-tarefa do poder público
Previsão é de que até junho mais cidades possam sentir os efeitos da cheia (Foto: Divulgação)
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A cheia dos rios no Amazonas em 2026 já coloca pelo menos 12 municípios em situação de emergência, conforme dados da Defesa Civil do Estado. O avanço das águas nas calhas dos rios Solimões, Juruá e Purus já afeta diretamente mais de 112 mil pessoas em todo o estado.

Entre os municípios em situação de emergência estão Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé e Itamarati, além de Tabatinga, Tapauá, Lábrea, Santo Antônio do Içá e Juruá. As regiões mais afetadas concentram-se principalmente nas calhas dos rios Juruá, Purus e Alto Solimões.

A cheia já provoca alagamentos em áreas urbanas e rurais, prejuízos à infraestrutura, dificuldades de abastecimento e problemas de mobilidade em municípios do interior. Em algumas regiões, comunidades ribeirinhas enfrentam dificuldades de acesso, o que exige o envio de ajuda humanitária, como alimentos, água potável e medicamentos.

Além dos municípios em emergência, outras cidades estão em estado de alerta e atenção, sob monitoramento constante das autoridades, devido ao risco de novas inundações nas próximas semanas.

De acordo com órgãos de monitoramento, a cheia faz parte do ciclo hidrológico da região amazônica, que começa entre outubro e novembro, com o período de chuvas nas cabeceiras dos rios, e tem pico previsto entre maio e junho, quando os níveis costumam atingir as maiores marcas. A previsão é que o nível dos rios continue subindo, podendo afetar novos municípios ao longo dos próximos meses.

Diante do cenário, o Governo do Amazonas e as prefeituras intensificaram as ações da Operação Cheia 2026, com o envio de ajuda humanitária, kits purificadores de água, monitoramento dos rios em tempo real e apoio às famílias atingidas. O objetivo é reduzir os impactos da cheia e garantir assistência às populações em áreas de risco.

A Defesa Civil reforça o alerta para que moradores de áreas alagáveis acompanhem os avisos oficiais e procurem locais seguros em caso de necessidade, já que a tendência é de elevação gradual do nível dos rios nas próximas semanas.

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