Derrubada do veto a trechos da Lei de Licenciamento Ambiental pode favorecer recuperação da BR-319? Entenda

Medida pode facilitar a retomada das obras no chamado "Trecho do Meio", principal ponto crítico da rodovia
Trecnho do Meio voltará a receber obras de recuperação, através da nova lei (Foto: Divulgação)
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O Congresso Nacional decidiu, nesta quinta-feira (27), rejeitar parte dos vetos presidenciais à lei de licenciamento ambiental.

A mudança destrava diretamente as obras de recuperação da BR-319, estrada que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e é considerada vital para o transporte e para a economia da região.

Com a derrubada dos vetos, passa a valer o trecho da lei que isenta de novo licenciamento ambiental obras de manutenção e melhorias em estruturas já existentes, como rodovias pavimentadas anteriormente ou áreas de servidão.

No caso da BR-319, isso abre caminho para a retomada do asfaltamento do chamado “trecho do meio”, atualmente deteriorado e sem trafegabilidade adequada.

Proposta foi articulada pelo senador Eduardo Braga

O item aprovado foi proposto pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, que há anos defende a conclusão da rodovia. Segundo ele, a obra é essencial para conectar o Amazonas ao restante do país e reduzir o isolamento logístico da Zona Franca de Manaus.

Braga afirma que a BR-319 poderá ser concluída com “governança ambiental, monitoramento e uso de tecnologia”, garantindo que o avanço da infraestrutura não represente riscos à floresta.

Manutenção não exigirá mais novo licenciamento

O senador reforçou que o objetivo da emenda é evitar que trabalhos de manutenção fiquem travados por exigências já cumpridas na construção original da estrada.

Para o parlamentar, o que precisa de licenciamento são novas obras — não serviços de recuperação de trechos existentes. Ele argumenta que a falta de normas claras e o excesso de burocracia atrasaram por anos o andamento da BR-319.

BR-319 continua como prioridade logística para o Norte

Com quase 900 km de extensão, a BR-319 tem mais de 400 km em situação crítica, concentrados justamente no “trecho do meio”. A revitalização desse corredor é considerada estratégica para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e garantir mobilidade para comunidades da região.

A decisão do Congresso reacende o debate sobre o futuro da rodovia e coloca novamente no centro da discussão o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento no Amazonas.

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