Um figurante que trabalhava em uma produção bíblica da Record TV foi preso na última segunda-feira (12), durante o expediente nos estúdios localizados em Vargem Pequena, na zona oeste do Rio de Janeiro. Allan Christian Rocha de Oliveira, de 37 anos, foi localizado por policiais civis que cumpriam um mandado de prisão expedido pela Justiça.
Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, a ordem judicial está relacionada a uma condenação definitiva por estupro de vulnerável.
Como ocorreu a prisão
A operação foi conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segundo as informações publicadas pela imprensa, os investigadores realizaram cruzamentos de dados e levantaram endereços associados ao homem. O trabalho de monitoramento permitiu identificar que ele estava nas instalações utilizadas para as gravações de uma produção bíblica da emissora.
Os policiais chegaram ao local por volta das 10h e localizaram Allan enquanto ele trabalhava. A abordagem ocorreu durante o expediente, e o cumprimento da ordem judicial interrompeu as atividades no local.
Após a detenção, ele foi conduzido à sede da delegacia para os procedimentos legais e permaneceu à disposição da Justiça.
Condenação e motivo da ordem judicial
De acordo com a Polícia Civil, o mandado foi expedido pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), em decorrência de uma condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável.
A determinação judicial estabelecia o cumprimento dos oito anos restantes da pena, em regime semiaberto.
A prisão, portanto, não decorreu de uma acusação relacionada ao trabalho na televisão, mas da execução de uma decisão judicial anterior. O caso ganhou repercussão porque o cumprimento do mandado ocorreu dentro de um ambiente de produção audiovisual.
Defesa contesta a legalidade da prisão
O advogado Rennan de Abreu, responsável pela defesa de Allan, contestou a legalidade da ordem judicial e informou que havia apresentado recurso contra a decisão.
Segundo o defensor, o processo tramita em segredo de Justiça há mais de quatro anos. Ele também afirmou que o cliente não se encontrava na condição de foragido e sustentou que o mandado apresentaria erros materiais e jurídicos.
A defesa ainda manifestou expectativa de que o cumprimento da pena em regime semiaberto pudesse ocorrer mediante medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico.
As alegações foram apresentadas pelo advogado à imprensa. Até as informações publicadas em 14 de outubro, não havia confirmação, nas reportagens consultadas, do resultado definitivo do recurso mencionado pela defesa.
Record se manifesta sobre o caso
Em manifestação divulgada pelo portal Notícias da TV, a Record informou que os estúdios das produções bíblicas estão sob responsabilidade da produtora Seriella.
A empresa declarou que a contratação de figurantes é realizada por meio de agências parceiras, sem vínculo direto entre a produtora e esses profissionais.
A Seriella também informou que policiais civis haviam comparecido às suas dependências cerca de um mês antes da prisão, em busca de um homem apontado pelos agentes como foragido. Na ocasião, segundo a empresa, foi identificado que se tratava de um figurante contratado por uma agência parceira.
A produtora afirmou que, após receber orientação das autoridades para comunicar um eventual retorno do homem, informou à polícia quando identificou sua presença na portaria. A empresa declarou ainda que colaborou com os agentes durante a operação.





