Fotógrafo amazonense vence concurso nacional promovido pelo Museu do Futebol

Registro feito no rio Ariaú, no Amazonas, conquistou o primeiro lugar e evidenciou a relação entre futebol, cultura e paisagem amazônica
Ribeirinhos jogam altinha na canoa às margens do rio Ariaú; imagem vencedora vem do Amazonas (Foto: Ricardo Oliveira/Amazônia Imagem)
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O fotógrafo amazonense Ricardo Oliveira conquistou o primeiro lugar no Concurso de Fotografia 2026 promovido pelo Museu do Futebol, que teve como tema “Vestir a camisa e torcer pela Seleção”. A competição reuniu fotógrafos de diversas regiões do país e destacou diferentes formas de vivenciar a paixão pelo futebol brasileiro.

Foto vencedora retrata futebol em cenário amazônico

A imagem premiada foi registrada no rio Ariaú, afluente do Rio Negro, no Amazonas. O registro mostra um grupo de jovens jogando “altinha” enquanto vestem a camisa da Seleção Brasileira e se equilibram sobre duas canoas.

A cena combina elementos típicos da região — como o ambiente ribeirinho e a presença dos rios — com uma prática urbana popular, criando um contraste simbólico entre tradição e modernidade. O clique foi realizado em um dia de cheia e sob forte luz solar, o que reforça a estética natural da fotografia.

Participação nacional e destaque amazonense

O concurso contou com 162 inscrições válidas, avaliadas por uma comissão especializada em fotografia, cultura e futebol.

Entre os 20 vencedores, além de Ricardo Oliveira, também aparece o amazonense Tácio Melo. Sua fotografia retrata a Rua 3, no bairro Alvorada, em Manaus, decorada com milhares de fitas verdes e amarelas durante a Copa do Mundo, resgatando uma tradição popular brasileira.

Os demais premiados representam diversas localidades do país, incluindo cidades dos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí e Distrito Federal.

Identidade cultural e futebol como linguagem universal

A fotografia vencedora se destaca por sintetizar, em um único quadro, três dimensões centrais da identidade brasileira: o futebol, a natureza e o cotidiano. Ao deslocar o cenário do esporte para o ambiente ribeirinho, a imagem rompe com a representação tradicional dos campos urbanos e revela a adaptabilidade do futebol como prática cultural.

Além disso, o registro reforça o papel do esporte como linguagem universal, capaz de atravessar contextos geográficos e sociais distintos. No caso amazônico, a presença dos rios não limita, mas redefine a experiência do jogo, transformando-o em expressão cultural própria.

Com o reconhecimento nacional, a obra passa a integrar o acervo do Museu do Futebol e poderá ser exibida em futuras exposições, ampliando a visibilidade da produção artística da região Norte.

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