A taxa de desemprego no Brasil no trimestre que terminou em outubro de 2022 ficou em 8,3%, o que representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. É o menor nível para o período desde 2015. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (30/11).
De acordo com o IBGE, o país chegou ao final de outubro com cerca de 9 milhões de desempregados, o que corresponde ao menor contingente já registrado desde julho de 2015.
Segundo o levantamento, na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a queda do desemprego foi de 3,8 pontos percentuais. Considerando apenas os trimestres terminados em outubro, a taxa registrada neste mesmo mês de 2022 é a menor desde 2014.
A pesquisa traz ainda outra boa notícia. O total de pessoas ocupadas no país chegou à marca de quase 100 milhões no país (99,7 milhões), batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012.
Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, 6,7 pontos percentuais abaixo da registrada no mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada somou 22,7 milhões de pessoas, 7,2 milhões a menos que em outubro de 2021, o que corresponde a uma queda de 24,2% no período.
Rendimento
O trimestre encerrado em outubro também demonstra a tendência de crescimento para o número de empregados com Carteira de Trabalho assinada. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 2,3% (822 mil pessoas), chegando a 36,6 milhões.
O rendimento real habitual — valor médio recebido mensalmente por trabalhadores — também cresceu: o aumento foi de 2,9% em relação ao trimestre anterior, atingindo o total de R$ 2.754.
O destaque vai para as altas de rendimento no grupo de Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,4%); trabalhadores por conta própria (3,3%); além do grupo Empregado com Carteira de Trabalho assinada (3,1%).
Os salários aumentaram mais nos setores de Transporte, armazenagem e correio (6,5%); Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,7%); e Construção Civil (5,5%).
Sem carteira assinada e informalidade
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu o recorde da série, chegando a 13,4 milhões de pessoas, um aumento de 2,3% (297 mil pessoas) contra o trimestre anterior, e de 11,8% (1,4 milhão de pessoas) no ano.
Já a taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada, menor que o trimestre anterior, quando foi de 39,4%, e no mesmo período do ano passado, quando atingiu 40,7%. O número de trabalhadores informais chegou a 39 milhões.