O Ministério da Educação (MEC) confirmará que o piso salarial dos professores será de apenas R$ 18, correspondente a 0,37% abaixo da inflação registrada em 2025. O cálculo atual do piso é definido através da Lei do Magistério (15.326/2008 e alterações recentes) e leva em conta dados do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Atualmente, o piso salarial nacional dos professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais é de R$ 4.867,77. Com o reajuste aplicado, o valor passará para R$ 4.886,68. O Governo Lula pretende oficializar o valor nas próximas semanas.
Entidades sindicais, parlamentares e a sociedade civil se revoltaram com a medida. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, o reajuste não valoriza os professores e classifica o aumento como uma vergonha institucionalizada.
“A CNTE defende um aumento de 6,25% para 2026, o que garantiria ganho real acima da inflação e elevaria o piso para aproximadamente R$ 5.172. Se este aumento for institucionalizado, perderemos o poder de compra, criando uma desvalorização vergonhosa e que em nada contribui com o desenvolvimento da educação no país”, disse Heleno.
Em rápida reação, Lula solicitou ao ministro Camilo Santana a reedição da Medida Provisória para alterar o cálculo e buscar que o reajuste seja acima da inflação, com ganho real para a classe. Camilo afirmou que um novo percentual será elaborado até o dia 15 de janeiro.





