O Ministério da Saúde informou, neste domingo (14), que o novo projeto de vacinação contra a Covid-19 no Amazonas usará o modelo utilizado nas eleições por colégios eleitorais. A partir de 22 de fevereiro,o Exército vai apoiar a execução do plano com uma operação semelhante a que realiza durante o período eleitoral.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação começará imediatamente após a liberação para os estados do lote de vacinas que deverá ser entregue no dia 22 de fevereiro, devendo iniciar por Manaus e, logo em seguida, levada ao interior do estado.
O objetivo é que as pessoas procurem seu local de votação para tomar a vacina, descentralizando a campanha das Unidades Básicas de Saúde. O Exército realizará a distribuição da vacina, segurança e a montagem dos pontos de vacinação por colégio eleitoral, em todo o estado.
Para ser vacinado, basta apresentar um documento com foto ou Cartão Nacional de Saúde (CNS).
A medida faz parte do plano estratégico e piloto para acelerar a vacinação no estado, elaborado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, juntamente com sua equipe. Pazuello já havia falado na sexta-feira (12) que a vacinação contra a Covid-19 seria ampliada para todas as pessoas a partir de 50 anos de idade no Amazonas.https://b428ba6e3f16c1850ba0b53308f80089.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
A medida deve acelerar a vacinação com a ampliação dos locais para aplicação do imunizante. O ministro Eduardo Pazuello, reafirmou, em Manaus, que enviará vacinas suficientes para acelerar o Plano Nacional de Vacinação.
Ministro investigado
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise sanitária do Amazonas. O estado enfrenta um novo surto da Covid, e mais de 9,8 mil pessoas já morreram com a doença.
Pazuello afirmou, ainda, que gestores locais e relatório da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), de 8 de janeiro, não indicaram falta de oxigênio, mas de “rede” de oxigênio em Manaus no começo deste ano. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) criticou a explicação de Pazuello, que, segundo o parlamentar, não é verdadeira.