O presidente do Paraguai, Santiago Peña, determinou a retirada de painéis de LED em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, após a exibição, na sexta-feira (29), de uma montagem em que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro aparece agredindo o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez, do Palmeiras. A peça publicitária provocou tumulto na região de fronteira e levou manifestantes a depredarem ao menos um dos três telões que exibiram as imagens.
Segundo g1 PR e UOL, as imagens ficaram no ar por cerca de 1 hora nas estruturas, com mensagens provocativas direcionadas ao Paraguai. Vídeos publicados nas redes mostram um grupo derrubando um painel instalado a poucos metros da Ponte da Amizade e, depois da queda, pessoas pisando no equipamento. De acordo com relatório do Departamento de Segurança Turística paraguaio, a polícia atuou para evitar confrontos e preservar a segurança no local.
Investigação foi aberta
Duas empresas foram apontadas como responsáveis por parte dos telões. Elas afirmaram que os sistemas sofreram manipulação não autorizada por ataque hacker e que estão colaborando com as autoridades para identificar os autores. Segundo as companhias, uma denúncia criminal foi apresentada à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.
Em nota divulgada à imprensa local, a empresa FastPrint pediu desculpas e declarou que a publicação ocorreu fora de seu controle operacional. A empresa tem acordo de 10 anos para exploração publicitária em área do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, com vigência até 2028.
Santiago Peña lamentou o episódio e afirmou nas redes sociais ter ordenado ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações a remoção de todas as estruturas, assim como de outras instalações não autorizadas que ocupem espaços públicos.
Deploramos los carteles ofensivos instalados en Ciudad del Este. Este tipo de acciones no aportan al entendimiento ni al respeto que deben prevalecer entre los pueblos.
— Santiago Peña (@SantiPenap) May 29, 2026
O presidente escreveu que esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito entre os povos.
Fonte: Infomoney





