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Quem era Victor Simões, empresário amazonense morto em queda de avião no interior de São Paulo

Acidente ocorreu em Orlândia, na região de Ribeirão Preto, e também vitimou o outro ocupante da aeronave. Cenipa e autoridades policiais apuram as circunstâncias da queda
Victor Simões, empresário e com ligação à indústria do Amazonas, como herdeiro do Grupo Simões (Foto: Reprodução)
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O empresário amazonense Victor Simões da Silva, de 51 anos, acionista do Grupo Simões, morreu na tarde de sexta-feira (16 de outubro) após a queda de um avião de pequeno porte em Orlândia, no interior de São Paulo. O acidente também provocou a morte do piloto José Ricardo Santana, de 58 anos.

A ocorrência foi registrada na pista do antigo Aeroporto Tangará, em uma área rural do município, localizado na região de Ribeirão Preto. Segundo as informações divulgadas após o acidente, a aeronave caiu pouco depois de iniciar a decolagem, por volta das 16h49.

Os dois ocupantes receberam atendimento das equipes de emergência e foram encaminhados para uma unidade hospitalar, mas não resistiram aos ferimentos.

As circunstâncias da queda estão sendo investigadas pelas autoridades aeronáuticas e policiais. Até o momento, não há uma conclusão oficial sobre o que provocou o acidente.

Empresário tinha ligação com setores da indústria

Victor Simões da Silva integrava uma família de tradição empresarial no Amazonas. Filho de Antonio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), e de Norma Simões, ele participava dos negócios da família como acionista do Grupo Simões.

Sua trajetória profissional foi marcada pela formação acadêmica e pela experiência em diferentes áreas da administração empresarial. Victor estudou Administração de Empresas no Jones College, em Miami, nos Estados Unidos, e acumulou experiência em atividades relacionadas a finanças, auditoria, aquisições, incorporações e gestão de investimentos.

Ao longo da carreira, também participou de projetos internacionais e trabalhou com estruturas empresariais voltadas à administração de patrimônios e investimentos familiares.

Em 2022, seu nome foi indicado para ocupar a suplência da representação da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas no Conselho Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos.

A trajetória de Victor estava ligada ao ambiente empresarial amazonense, especialmente pela participação no grupo econômico construído por sua família ao longo de décadas.

A ligação com o Grupo Simões

O Grupo Simões possui uma história consolidada na Região Norte, com atuação no setor de bebidas e em outras atividades empresariais. A empresa tem presença importante no mercado regional e integra a trajetória de desenvolvimento econômico do Amazonas.

Como acionista, Victor fazia parte da estrutura empresarial da família. Sua morte provocou manifestações de pesar entre pessoas ligadas ao setor industrial e empresarial do estado.

Em comunicado divulgado após o acidente, o Grupo Simões lamentou a perda e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho do empresário.

Victor deixa a esposa, Sihame Cruz, e dois filhos, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Como ocorreu o acidente aéreo

Avião destroçado durante acidente ocorrido em Orlândia; Victor estava no avião no momento do acidente (Foto: Reprodução)

O acidente envolveu um avião monomotor Van’s RV-7A, de matrícula PP-ZLC, modelo de pequeno porte com capacidade para dois ocupantes.

A aeronave caiu pouco depois de iniciar a decolagem na pista do antigo Aeroporto Tangará, em Orlândia. Informações divulgadas após a ocorrência indicaram que o avião perdeu o controle durante a subida e atingiu o solo.

Imagens de câmeras de segurança que circularam após o acidente registraram parte da sequência dos acontecimentos. Entretanto, as gravações, isoladamente, não permitem estabelecer a causa da queda.

Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas. Apesar do socorro, os dois homens morreram em decorrência dos ferimentos.

Informações publicadas após a ocorrência apontaram que a situação cadastral da aeronave estava regular perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Essa condição, porém, não é suficiente para determinar se havia algum problema técnico no momento do voo ou para esclarecer o que provocou o acidente.

Também foram divulgadas informações de que Victor estava em Orlândia para acompanhar uma competição de hipismo da filha. Esse contexto, entretanto, não esclarece o plano de voo nem as circunstâncias operacionais da decolagem.

Quem era o piloto que morreu no acidente

A segunda vítima foi identificada como José Ricardo Santana, de 58 anos, apontado nas informações divulgadas sobre o caso como o piloto da aeronave.

Assim como no caso de Victor, os detalhes sobre as circunstâncias que antecederam a queda dependem da apuração das autoridades. A identificação dos ocupantes e a reconstrução dos acontecimentos fazem parte do levantamento de informações necessário para esclarecer o acidente.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), iniciou os procedimentos de investigação para identificar os fatores que podem ter contribuído para a queda.

A etapa inicial envolve o levantamento de informações no local, a preservação de evidências, a análise dos danos na aeronave e a coleta de dados que possam ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Os investigadores também podem avaliar as condições operacionais do voo e outros elementos relevantes para determinar o que ocorreu durante a tentativa de decolagem.

Paralelamente, a Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente. A investigação policial tem finalidade diferente da investigação aeronáutica, podendo examinar eventuais responsabilidades criminais caso sejam identificados elementos que justifiquem essa apuração.

Até o momento, não há conclusão oficial que permita atribuir a queda a uma falha mecânica, erro operacional, condições meteorológicas ou qualquer outro fator específico.

A confirmação da causa depende da análise técnica das evidências reunidas e da divulgação dos resultados pelas autoridades responsáveis.

Repercussão no Amazonas

A morte de Victor Simões provocou repercussão no meio empresarial amazonense, principalmente em razão de sua ligação com o Grupo Simões e com a família de Antonio Silva, uma figura de destaque na representação industrial do estado.

A manifestação de pesar divulgada pelo grupo empresarial destacou a perda e expressou solidariedade aos familiares e às pessoas próximas do empresário.

Além de sua atuação nos negócios da família, Victor tinha interesse pela aviação e mantinha uma trajetória profissional ligada à administração e aos investimentos empresariais.

Sua morte representa uma perda para o círculo familiar e profissional, além de repercutir entre integrantes do setor empresarial do Amazonas.

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