Tesouro Direto: juros nominais disparam com temor de inflação por guerra do Irã

Tesouro Prefixado 2029 apresentou taxa de 12,94%
Tesouro prefixado teve alta na manhã desta terça (Foto: Reprodução)
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As taxas do Tesouro Direto voltam a subir na manhã desta terça-feira (3), em meio a uma nova onda de aversão ao risco no exterior após a ampliação do conflito no Oriente Médio. A escalada envolvendo o Irã e a intensificação dos ataques na região levaram o petróleo Brent a subir mais de 7% na máxima do dia, superando US$ 82 o barril, reacendendo temores inflacionários globais.

Nas últimas horas, Israel lançou ataques simultâneos a Teerã e Beirut, e iniciou incursões terrestres no Líbano para combater o Hezbollah. Pouco antes, drones iranianos atingiram a embaixada dos EUA na Arábia Saudita.

O movimento é de abertura ao longo da curva de juros, com destaque para o Tesouro Prefixado 2029, com taxa em alta de 16 pontos-base, para 12,94% ao ano. Já o Prefixado 2032 subiu de 13,37% para 13,50%. No vencimento mais longo, o prefixado com juros semestrais 2037 foi de 13,58% para 13,68%.

Entre os papéis atrelados à inflação, as taxas também sobem. O IPCA+ 2032 passou de 7,43% para 7,47% de remuneração, o IPCA+ 2040 foi de 7,01% para 7,05%, e o IPCA+ 2045 avançou de 7,02% para 7,07%. No trecho mais longo, o IPCA+ 2050 subiu de 6,79% para 6,81%, enquanto o IPCA+ 2060 foi de 6,96% para 7,00%.

O movimento acompanha o forte recuo dos ativos de risco globais. O dólar avança mais de 1%, a R$ 5,24, e o Ibovespa Futuro cai mais de 2%, enquanto investidores reavaliam o impacto da alta do petróleo sobre a inflação e, consequentemente, sobre as decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries também avançam, refletindo a percepção de que o choque de energia pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve.

Diferentemente de episódios clássicos de turbulência, em que títulos públicos funcionam como proteção, o foco agora está na pressão inflacionária que pode surgir da escalada geopolítica.

No Brasil, o mercado também repercute o PIB do quarto trimestre de 2025 divulgado pelo IBGE, que confirmou desaceleração na margem, mas crescimento relevante no acumulado do ano. O dado, porém, fica em segundo plano diante do choque externo.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h28 desta terça-feira (3):

Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,0992% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 12,94% 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 13,50% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 13,68% 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,47% 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 IPCA + 7,33% 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,05% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,07% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,81% 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 7,00% 15/08/2060

 

 

Fonte: Infomoney

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