A possibilidade de uma nova paralisação do transporte coletivo em Manaus voltou a mobilizar trabalhadores e usuários do sistema. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) aprovou um novo indicativo de greve, com possibilidade de ocorrer entre a próxima terça-feira (7) e quarta-feira (8), em protesto contra os constantes atrasos no pagamento dos salários e do adiantamento quinzenal dos funcionários, situação que, segundo a entidade, vem se repetindo nos últimos meses.
De acordo com o sindicato, o pagamento do adiantamento salarial deveria ter sido realizado no dia 20 de junho. Como a data coincidiu com um sábado, a expectativa era de que o crédito fosse efetuado no primeiro dia útil seguinte. No entanto, segundo os representantes da categoria, os valores não foram depositados dentro do prazo, provocando forte insatisfação entre motoristas, cobradores e demais trabalhadores do transporte coletivo.
O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, confirmou a aprovação da greve pela categoria, como uma forma de pressionar as empresas do transporte coletivo a regularizar os pagamentos do atraso de salários.
“A categoria chegou ao limite. A greve foi aprovada após sucessivas tentativas de negociação e é considerada o último recurso para garantir o pagamento dos salários dentro do prazo legal”, afirmou.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a quitação imediata dos salários e adiantamentos em atraso, o cumprimento rigoroso do calendário de pagamentos e o compromisso das empresas de evitar novos atrasos, garantindo o respeito aos direitos trabalhistas.
O sindicato também denuncia que as empresas concessionárias do transporte coletivo estariam descumprindo obrigações trabalhistas ao atrasar sistematicamente a remuneração dos funcionários. Para a entidade, a prática prejudica diretamente milhares de trabalhadores e gera insegurança tanto para os profissionais quanto para a população que depende diariamente do transporte público.
A possibilidade de uma paralisação preocupa usuários do sistema, já que uma eventual suspensão das atividades poderá afetar a mobilidade de milhares de passageiros em Manaus. Após negociações entre representantes da categoria e das empresas, as partes chegaram a um acordo para a regularização dos pagamentos, o que levou à suspensão do movimento grevista naquele momento.





