Patrimônio de Alexandre de Moraes cresce e chega a R$ 31,5 milhões, aponta levantamento

Dados obtidos pelo jornal Estadão mostram que patrimônio imobiliário do ministro do STF triplicou desde 2017, com aquisição de imóveis em São Paulo e Brasília.
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes (Foto: Reprodução/Correio Braziliense)
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O patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, é estimado atualmente em cerca de R$ 31,5 milhões, segundo levantamento publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O valor representa um crescimento de aproximadamente 266% em relação aos R$ 8,6 milhões declarados em 2017, quando o magistrado assumiu uma cadeira na suprema corte.

De acordo com a reportagem, baseada em registros de cartórios, o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, possuem atualmente 17 imóveis, entre casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais, localizados principalmente em São Paulo e Brasília.

Nos últimos cinco anos, o casal teria investido cerca de R$ 23,4 milhões na aquisição de novos bens imobiliários, com pagamentos realizados à vista, conforme contratos analisados pelo jornal. O montante considera os valores nominais pagos pelos imóveis registrados em cartório.

Quando Moraes foi indicado ao STF, em 2017, o casal possuía 12 imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões. Desde então, houve a ampliação do número de propriedades e a valorização do patrimônio imobiliário.

A evolução patrimonial também ocorre em paralelo à atuação profissional da esposa do ministro, que é advogada e sócia de escritório de advocacia, fator citado nas reportagens como parte do contexto da evolução dos bens da família.

O levantamento divulgado pelo jornal se baseia em documentos públicos e registros oficiais de imóveis. Especialistas apontam que a divulgação de dados patrimoniais de autoridades públicas faz parte do debate sobre transparência, prestação de contas e possíveis conflitos de interesse envolvendo agentes do Estado, especialmente integrantes do Judiciário.

Até o momento das publicações, o ministro e sua esposa não haviam se manifestado publicamente sobre os dados apresentados no levantamento jornalístico.

*Com infográfico e informações do Estadão

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