Operação “Covil do Mamon” desarticula rede de agiotagem no Amazonas

Cerca de R$ 24 milhões em lavagem de dinheiro foi movimentado por duas organizações criminosas
Policiais carregam objetos apreendidos nas buscas de operação civil (Foto: Reprodução)
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Durante as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (20), a Operação Covil do Mamon desarticulou um esquema de agiotagem promovido por duas organizações criminosas, que comandavam um esquema milionário de lavagem de dinheiro, agiotagem e crimes decorrentes dela.

Toda a ação foi conduzida pelo 12º e 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (SEAOP) e Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

No total, cerca de 31 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão preventiva foram expedidos, além de sequestro de bens, suspensão de atividade empresarial e bloqueio de contas bancárias.

O modus operandi da quadrilha

Segundo as investigações, os grupos criminosos movimentaram cerca de R$ 24 milhões por meio de empréstimos ilegais com juros abusivos e de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. A apuração aponta que os investigados utilizavam empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações financeiras pulverizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

De acordo com a Polícia Civil, as duas organizações atuavam de forma estruturada e violenta. O esquema incluía cobranças coercitivas, ameaças, torturas, sequestros, cárcere privado e homicídios consumados e tentados contra vítimas inadimplentes.

As autoridades afirmam que uma das organizações criminosas possuía ramificações financeiras em Santa Catarina, Paraíba e Roraima, estados onde também foram cumpridas medidas judiciais durante a operação.

Até o momento, sete pessoas já foram presas e encaminhadas para a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Manaus. Entre os detidos estão cinco homens e duas mulheres. Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados oficialmente. As investigações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas pelas autoridades.

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