A Âmbar Energia assumiu oficialmente o controle da Amazonas Energia, em um movimento considerado estratégico para reestruturar uma das concessionárias mais fragilizadas do setor elétrico brasileiro.
Pelo acordo firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica e homologado pela Justiça Federal, a nova controladora deverá realizar um aporte mínimo de R$ 9,8 bilhões no prazo de até 60 dias. O objetivo é recompor o equilíbrio financeiro da distribuidora, que enfrenta histórico de endividamento elevado, perdas operacionais e risco de descontinuidade do serviço.
A transferência de controle encerra um longo processo de disputas judiciais e negociações regulatórias iniciadas ainda em 2024. A operação foi considerada essencial para evitar um cenário de colapso no fornecimento de energia no estado, diante da situação de quase insolvência da concessionária.
Segundo informações do setor, o aporte bilionário será direcionado principalmente para a redução de dívidas acumuladas e para a modernização da infraestrutura elétrica, incluindo investimentos em tecnologia e combate às chamadas “perdas não técnicas”, como furtos de energia — um dos principais gargalos da operação no Amazonas.
A nova gestão também prevê a reestruturação administrativa da companhia e a renegociação de débitos com grandes consumidores, como órgãos públicos e prefeituras, além da melhoria nos canais de atendimento ao consumidor.
Em coletiva realizada na tarde desta terça-feira (14), o presidente de distribuição da Âmbar Energia, João Pilla, reforçou que poderá aumentar o investimento, caso o valor seja diferente do que fora previsto em contrato, bem como avaliar a necessidade de captar mais recursos. “A gente pretende fazer uma modernização, colocar tecnologia, transformar essa distribuidora em uma rede mais digitalizada, para que a gente possa reduzir esse desvio, e, por ora, não vamos trabalhar com SMC. Ele traz ganho, mas é um custo alto para ser implantado”, disse.
A entrada da Âmbar Energia no controle da Amazonas Energia também amplia a atuação do grupo no setor elétrico, consolidando sua estratégia de verticalização, que já inclui ativos relevantes na geração de energia.





