A polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) prendeu o brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como “Don”, apontado pelas autoridades americanas como ex-integrante de alto escalão das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu na cidade de Mooresville, no estado da Carolina do Norte, após uma perseguição policial.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Dell Aquilla era alvo de um mandado internacional de prisão expedido pela Interpol a pedido das autoridades brasileiras. O brasileiro é procurado pelos crimes de associação criminosa e extorsão, conforme informações divulgadas pelo ICE.
As investigações conduzidas pelas autoridades americanas apontaram que o suspeito vivia nos Estados Unidos enquanto era considerado foragido da Justiça brasileira. A captura ocorreu após agentes realizarem uma abordagem de trânsito. De acordo com o relato oficial, o brasileiro tentou fugir, iniciando uma perseguição que terminou com sua detenção.
Durante a operação, os agentes encontraram no veículo uma arma de fogo, dinheiro em espécie e aparelhos celulares, materiais que passarão por análise das autoridades americanas para auxiliar na continuidade das investigações.
Embora o ICE tenha divulgado que Dell Aquilla é apontado como ex-chefe ou ex-líder ligado ao PCC e ao Comando Vermelho, o órgão não detalhou quais seriam os cargos exercidos por ele dentro das organizações criminosas nem quais crimes específicos estariam relacionados a essa suposta atuação nas facções.
A prisão ocorreu poucos dias após o presidente Donald Trump oficializar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que ampliou a cooperação e o compartilhamento de informações entre agências federais americanas e autoridades internacionais no combate ao crime organizado transnacional.
Agora, o brasileiro permanece sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos. Os próximos passos deverão incluir a análise de sua situação migratória, eventual abertura de procedimentos de deportação e a coordenação com as autoridades brasileiras para cumprimento do mandado internacional de captura. Também não está descartada a adoção de medidas judiciais adicionais caso sejam identificados crimes praticados em território americano.





