Ingressos de categorias diferentes para a Copa do Mundo são diferentes do esperado, dizem torcedores

Nova polêmica da FIFA sobre ingressos da competição ganha força com a divulgação dos locais correspondentes a cada categoria
Estádio de Nova York será o palco da final da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação)
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A poucos meses da Copa do Mundo FIFA de 2026, uma nova crise envolvendo a entidade máxima do futebol mundial tem provocado revolta entre torcedores de diferentes países. Após críticas relacionadas aos altos preços e à dificuldade de compra, agora o foco da insatisfação está na localização dos assentos — muitos deles mais distantes do gramado do que o esperado.

De acordo com relatos de torcedores e reportagens internacionais, compradores de ingressos nas categorias mais caras, como a Categoria 1, passaram a descobrir apenas recentemente seus assentos exatos — e a surpresa foi negativa. Em diversos casos, os lugares designados ficam em áreas consideradas menos privilegiadas, como atrás dos gols ou em setores mais afastados do campo.

Expectativa frustrada

O problema central está na forma como os ingressos foram comercializados. Durante a venda inicial, a FIFA disponibilizou mapas dos estádios com divisão por categorias, o que levou torcedores a acreditarem que teriam acesso às áreas mais próximas do gramado dentro de cada setor. No entanto, os mapas eram apenas ilustrativos.

“A sensação é de que as regras mudaram depois da compra”, relatou um torcedor ao portal The Athletic, destacando o sentimento generalizado de frustração.

Na prática, a entidade passou a detalhar os assentos apenas em uma fase posterior, revelando uma distribuição diferente da imaginada pelos compradores.

Nova categoria e mudanças nos setores

Outro fator que agravou a polêmica foi a criação de uma nova categoria premium, ainda mais próxima ao campo, após a venda inicial dos ingressos. Isso gerou a percepção de que os melhores lugares teriam sido realocados, deixando compradores antigos em posições mais distantes.

Além disso, há denúncias de que áreas consideradas “nobres” estariam sendo reservadas para pacotes de hospitalidade corporativa, reduzindo a disponibilidade desses espaços para o público geral.

Reclamações e possível ação judicial

Diante do cenário, torcedores já articulam reclamações formais e até possíveis ações judiciais contra a FIFA. Muitos alegam propaganda enganosa e falta de transparência no processo de venda.

Em resposta, a entidade afirmou que os mapas apresentados tinham caráter “orientativo” e não garantiam a posição exata dos assentos, explicação que não tem sido suficiente para conter a insatisfação.

Crise de imagem às vésperas do Mundial

A polêmica dos assentos se soma a outras críticas já enfrentadas pela organização, como o sistema de preços dinâmicos e a dificuldade de acesso aos ingressos.

Com mais de três milhões de ingressos já vendidos e uma demanda global recorde, a FIFA agora tenta administrar uma crise que ameaça afetar a experiência dos torcedores justamente em um Mundial histórico — o primeiro com 48 seleções e disputado em três países.

Se não houver uma solução clara, o que deveria ser uma festa global do futebol corre o risco de começar sob forte desconfiança fora das quatro linhas.

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