Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, afirmou nesta quinta-feira (13) que os partidos do chamado Centrão não estão neutros na eleição presidencial e, na prática, estão alinhados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi feita durante um encontro reservado com empresários, na região central de São Paulo e registrada pela CNN Brasil.
Ao comentar o cenário eleitoral, Kassab também descartou a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e disse acreditar que o candidato ainda não foi alvo de uma ofensiva mais dura do PT porque seria considerado um adversário mais conveniente para Lula.
“Eu discordo que os partidos de centro – que é o Centrão – estejam neutros. Eu acho que eles estão com o Lula (…). De dois em dois anos eu participo de eleições. Vocês sabem da minha reputação de acertar. Eu posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero. Não tem a menor chance”, afirmou.
Segundo Kassab, o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas poderia se deteriorar quando a campanha petista aumentar os ataques ao entorno político do senador.
“O Flávio vai desabar [nas pesquisas] na hora que o PT começar a mostrar as pessoas que estão no entorno dele”, disse.
Mais tempo de propaganda
Kassab também apresentou aos empresários uma leitura mais otimista sobre a candidatura de Caiado do que a indicada pelas pesquisas divulgadas até agora.
Segundo ele, levantamentos internos do PSD mostram o candidato com uma intenção de voto superior à registrada pelos institutos.
O dirigente aposta ainda que a ausência de candidaturas presidenciais próprias de partidos como MDB, Progressistas, União Brasil e Republicanos pode alterar a distribuição do horário eleitoral gratuito e ampliar a exposição da chapa.
A avaliação do PSD é que esse tempo adicional pode aumentar o conhecimento sobre o candidato durante a fase mais intensa da campanha.
Kassab cita nomes para eventual governo
Durante o encontro, Kassab também mencionou nomes que poderiam integrar um eventual governo Caiado.
Entre os citados estão Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC); Lincoln Gakiya, procurador com atuação no combate ao crime organizado em São Paulo; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; e Guilherme Afif, atual secretário de Projetos Estratégicos do governo paulista.
As declarações fazem parte da estratégia da chapa para apresentar ao empresariado uma possível equipe de governo.
Fonte: Infomoney





