4 em cada 10 mulheres deixaram de sair à noite por medo da violência, diz relatório

37,8% das entrevistadas também afirmaram deixar de sair com o celular na rua por medo de serem assaltadas
Facebook
WhatsApp
Telegram
Threads
X

Um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que 4 em cada 10 mulheres brasileiras deixaram de sair à noite por medo de ser vítima de violência no último ano. Segundo o documento, intitulado “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado no domingo (10), 40,9% das mulheres mudaram seus hábitos noturnos pelo aumento da violência.

O número revela uma disparidade entre a violência enfrentada por gênero, já que, entre os homens, apenas 29,8% afirmaram que o receio da violência causou uma mudança na rotina noturna.

A pesquisa também aponta que a mudança de comportamento em relação à violência é diferente entre homens e mulheres. 37,8% das entrevistadas afirmaram deixar de sair com o celular por medo de serem assaltadas, enquanto 28,9% dos homens afirmaram fazer o mesmo.

“O ponto mais importante aqui é que o diferencial feminino se concentra justamente nos comportamentos ligados à circulação, exposição corporal e gestão do risco no espaço público. Isso é consistente com a bateria de medo, no qual as mulheres já aparecem com percentuais mais altos em praticamente todos os itens listados, especialmente aqueles relacionados à vulnerabilidade física”, destaca trecho do relatório.

Cenário violento

Ao analisar o nível de medo trazido por situações de violência, quase todos os cenários apresentados alcançaram mais de 80% entre as respostas do público feminino.

A violência sexual se destaca entre os motivos apontados pelas entrevistadas para mudanças nos planos noturnos. Questionadas sobre seus maiores medos, 82,6% afirmaram ter medo de ser vítima de agressão sexual.

Confira a lista:

  • Ser morto durante um assalto – 86,2%
  • Ser vítima de bala perdida – 82,3%
  • Ser vítima de agressão física pelo seu marido/esposa – 48,6%
  • Ser assassinado – 79,6%
  • Ser agredido fisicamente pela sua escolha política ou partidária – 65,5%
  • Ser vítima de agressão sexual – 82,6%
  • Ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular – 86,6
  • Ter o celular furtado ou roubado – 83,6%
  • Ter sua aliança ou outra joia arrancada em um assalto – 69,9%
  • Ser roubado(a) à mão armada – 86,6%
  • Ser roubado ou assaltado na rua – 83,2%
  • Ter sua residência invadida ou arrombada – 82,6%

A pesquisa foi encomendada ao Datafolha pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país.

 

Fonte: Infomoney

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

» Relacionados