Após convite oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o deputado federal Reimont (PT-RJ) acionou a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar argumenta que existe risco de fuga do senador para os Estados Unidos em meio às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e supostos repasses milionários ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Segundo a representação apresentada por Reimont, o pedido inclui medidas cautelares como apreensão de passaportes, bloqueio de bens, preservação de provas e proibição de saída do país. O deputado afirma que a viagem anunciada por Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, prevista para os próximos dias, para compromisso oficial com o mandatário norte-americano, poderia comprometer o andamento das investigações.
Na solicitação encaminhada às autoridades, Reimont sustenta que os fatos ganharam maior gravidade após reportagens apontarem supostas ligações entre aliados bolsonaristas e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O parlamentar pede ainda apuração sobre possíveis crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de influência, corrupção passiva e organização criminosa.
Além de Flávio Bolsonaro, a representação também solicita medidas contra outros nomes ligados ao grupo político bolsonarista. Entre os citados estão Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Mário Frias e o ex-governador Cláudio Castro. O documento pede que todos entreguem documentos e sejam submetidos às restrições cautelares solicitadas.
O caso também amplia a tensão política no cenário eleitoral de 2026. Flávio Bolsonaro é apontado como um dos principais nomes do campo conservador para a disputa presidencial, e aliados avaliam que a ofensiva jurídica pode fortalecer o discurso de perseguição política adotado pelo grupo bolsonarista. Já parlamentares governistas defendem que as medidas são necessárias para garantir o avanço das investigações e evitar eventual evasão dos investigados.
Até o momento, o STF e a PGR não divulgaram decisão sobre o pedido apresentado por Reimont. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os contatos envolvendo Daniel Vorcaro tinham relação apenas com a busca de patrocínio privado para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.





