O presidente Lula se esquivou, neste domingo (22), das críticas que recebe por conta do samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói, que fez uma homenagem ao petista e foi rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. Foi a primeira vez que o petista tratou sobre o assunto, alvo de críticas da oposição já que o tema do desfile e a ida de Lula ao Rio configurariam propaganda eleitoral antecipada.
Ao ser questionado sobre o que pensava a respeito da resposta dos evangélicos a uma ala de fantasias chamada de “neoconservadores em conserva”, o presidente respondeu:
“Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou.
Lula também disse acreditar que a homenagem foi feita mais para a sua mãe, Dona Lindu, do que a ele.
“É uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe. É a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, disse.
Em seguida, o presidente afirmou que ele não poderia interferir nas decisões da escola de samba, apenas aceitar ou recusar a homenagem.
“Sinceramente, acho que a escola fez uma coisa extraordinária e não cabia ao presidente dar palpite sobre carros alegóricos. Só cabia ao presidente da República aceitar ou não se ele queria ser homenageado. E eu aceitei, sou muito grato à escola”, afirmou.
Ao final da resposta aos jornalistas, Lula ainda disse que, quando voltar ao Brasil, vai visitar a escola para agradecer à “homenagem que eles prestaram à saga da dona Lindu, saindo de Garanhuns para São Paulo”.
Até agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recusou duas ações, dos partidos Novo e do Missão, apresentadas antes do desfile. O argumento é que a apresentação não tinha acontecido e, portanto, não configuraria crime eleitoral.
Após a performance na Sapucaí, o PL e o Missão, novamente, entraram com outros dois processos na Justiça Eleitoral por propaganda antecipada. Não há prazo para a apreciação das ações pela Corte.
*Com informações do R7





