Ônibus com torcedores do Flamengo quebra na altitude e deixa passageiros a pé no Peru

Rubro-Negros vindos do Amazonas, Acre e Rondônia relatam apertos e perrengues durante o trajeto rumo a Lima, para a final da Libertadores
Grupo de torcedores se uniu para retirar pedras e organizar o trânsito na rodovia 34A, de Juliacá a Arequipa (Foto: Rafael Rodrigues/Reprodução)
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Um grupo de 200 torcedores do Flamengo, vindos do Amazonas, Acre e Rondônia, tiveram que fazer inúmeras pausas durante o trajeto que lhes levava à Lima, palco da final da Copa Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras, que irá acontecer neste sábado, às 17 horas (hora de Manaus). O grupo era organizado pelo consulado do time carioca no Acre.

Segundo relatos de torcedores, um dos ônibus, de uma frota de cinco carros, da empresa LC Transportes, que seguiu viagem a partir de Porto Velho e embarcou outros passageiros em Rio Branco, começou a ter uma série de panes mecânicas a partir da capital rondoniense, e a situação piorou já em solo peruano, na cidade de Puerto Maldonado (distante 1.585km de Lima).

Já a poucos quilômetros distante de Juliacá, no meio da autopista 34A, a 3.356 km de altitude, a maior das paralisações fez com que o ônibus fosse impedido de seguir viagem. Diante da impossibilidade, vários passageiros tiveram que ser realocados em outros ônibus da frota, tornando a experiência desconfortável até a chegada em Arequipa, onde seria feita a pausa inicial.

Torcedores reorganizam o trânsito e tem bagaens extraviadas pela empresa

Visivelmente cansados, o grupo de torcedores conseguiu seguir viagem rumo a Arequipa, no litoral (Foto: Rafael Rodrigues)

Integrante do grupo acreano, o advogado Rafael Rodrigues, 38, veio do Amazonas para acompanhar o Flamengo pela primeira vez em uma decisão da Libertadores. Rafael relatou que um dos ônibus da frota da empresa rondoniense teve que fazer parada em um posto de gasolina, pois, segundo ele, não haveria condições de seguir viagem.

“Somos em mais de 200 pessoas que foram extremamente lesadas pela LC Transportes. Os ônibus pregaram em alguns pontos onde não deveria ter ocorrido, e cada um teve que se virar como pode pra poder chegar mais rápido em Lima. Alguns tiveram que ir em outros ônibus, outros tiveram que fretar vans, outros tiveram que fretar voos para chegar a tempo de assistir o jogo, a partir da nossa última parada, aqui em Arequipa”, disse.

Rafael destacou uma inusitada solução que o grupo teve que fazer para que os ônibus pudessem seguir viagem, tanto na pausa no posto, como na altitude, onde criou-se um gargalo entre demais ônibus, carros e caminhões que desciam a serra.

“Na chegada da serra, onde paramos, vimos que muitos caminhões, carretas, biarticulados, inclusive os que carregavam combustível, madeira e tudo mais, e nós descemos para retirar algumas pedras que haviam na pista, bem como abrimos espaço para reorganizar a descida dos caminhões que estavam ali parados em outro sentido. Quando eu cheguei em Arequipa, sumiram com a minha mala, e todos nós fomos prejudicados pela falta de organização e pela logística mal-planejada”, frisou Rafael, que estuda a possibilidade de abrir um processo contra a empresa, junto com demais integrantes.

Contatada, a empresa não retornou às ligações e não obteve retorno quanto aos esclarecimentos. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

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